Ryanair censura greve dos pilotos da TAP e propõe-se como alternativa na Páscoa

por i com Agência Lusa, Publicado em 11 de Março de 2010   
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A companhia de baixo custo Ryanair censurou hoje a greve dos pilotos da TAP e propôs-se como alternativa à companhia aérea estatal para transportar os passageiros eventualmente afetados pelo protesto em período de férias de Páscoa.

A low-cost irlandesa critica que os pilotos da TAP tenham recusado uma proposta da administração que inclui um aumento de 1,8 por cento ao qual se junta uma percentagem dos ganhos de eficiência que a companhia venha a registar com a adoção de um novo Acordo de Empresa. A Ryanair realça também que o aumento proposto em si já entra em colisão com um pedido do Ministério das Finanças de no sentido as empresas públicas congelarem os salários.

A Ryanair "censura hoje (11 de março) a greve anunciada pelos pilotos da TAP, a decorrer entre 26 e 31 de março. Pretendendo um aumento salarial superior ao proposto pela Administração da TAP e que já em si estaria em contradição com o Plano de Estabilidade e Crescimento do Governo, os pilotos da TAP decidiram atribular os planos de viajem de milhares de Portugueses em época de Páscoa", refere a companhia irlandesa num comunicado enviado hoje às redações.

Na mesma nota, intitulada "Quem ainda precisa dos pilotos da TAP?", a companhia de baixo custo diz que "oferece 23 rotas 'livres de greves' a partir do Porto e 30 a partir de Faro" e anuncia hoje um milhão de lugares a preços reduzidos "para viajar em abril e maio (exceto na época festiva), garantindo aos seus passageiros que não ficarão 'em terra' em resultado de greves de pilotos".

Já o administrador da Ryanair Daniel de Carvalho criticou a posição dos pilotos da TAP e referiu-se à companhia estatal como uma empresa em "falência técnica".

"É inacreditável que um pequeno grupo de pilotos ao serviço de uma companhia que já está em situação de falência técnica esteja agora a exigir aumentos salariais no período de recessão que atravessamos. A Ryanair congelou os salários dos seus gestores e demais pessoal em 2008 como resposta à recessão", criticou o responsável.

Para Daniel de Carvalho, "os passageiros portugueses já pagam elevadas tarifas e suplementos de combustível à TAP e, como resposta, veem os seus planos de viajem afetados com mais uma greve de pilotos".

Por isso mesmo, garante que os passageiros da Ryanair têm "as tarifas mais baixas, a maior pontualidade, menos voos cancelados e sem greves de pilotos".

"Aconselhamos todos os passageiros da TAP a reservarem um dos lugares da Ryanair [...] para viajarem em abril e maio (exceto nos dias festivos)", termina o mesmo responsável.

 

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

 



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