O presidente da Fundação Ilídio Pinho afirmou hoje que a Ciência é a saída para a crise que Portugal atravessa e que os portugueses têm a “responsabilidade patriótica” de criar uma sociedade dinâmica.
O empresário Ilídio Pinho intervinha, em Coimbra, na entrega de prémios de participação a 33 projetos de escolas da região Centro selecionados na primeira fase do Concurso de Ideias da 8.ª edição do Prémio Ciência na Escola, criado pela Fundação.
“Esta é a saída para a crise em que estamos envolvidos - a Ciência. Sem isso, Portugal passará, qualquer dia, a ser um fornecedor de criados e criadas para o mundo”, alertou.
Os portugueses, insistiu, têm “uma missão, uma grande responsabilidade patriótica a resolver: transformar a sociedade que temos, conservadora, em dinâmica, que leve Portugal a responder às responsabilidades meritórias”.
Mas, para isso, “é preciso levar conhecimento científico aos jovens e a todos” os portugueses, de forma a termos “capacidade de resposta (aos desafios) hoje, em tempo real”.
“O que se vai passar nos próximos dez anos em Portugal é absolutamente impensável aos dias de hoje. Para enfrentar esses desafios, é preciso que os jovens, a começar no pré-escolar, encontrem o seu caminho de apoio à participação no desenvolvimento científico”, considerou.
Este ano, o Prémio Ciência na Escola, na 8.ª edição, atingiu um “número recorde” de projetos apresentados - 395 (mais 166 que na edição anterior), dos quais 237 estão selecionados para a final, cuja sessão decorrerá no Porto, a 28 e 29 de junho.
“Este prémio vem contribuir de uma maneira relevante para atrair um maior número de jovens para as áreas tecnológicas, nas quais o país é tão carenciado”, disse José Manuel Espírito Santo, administrador do Banco Espírito Santo (BES), entidade que assume o prémio pecuniário de participação (para desenvolvimento dos projetos).
Os prémios de participação (projetos selecionados para a final) totalizam este ano 101 700 euros e os prémios finais (atribuídos pela Fundação) somam 147 500 euros, abrangendo quatro escalões: pré-escolar, 1.º ciclo, 2.º e 3.º ciclos e Secundário.
Dos 56 projetos apresentados na Direção Regional de Educação do Centro (DREC), passaram à fase final 33, provenientes de 28 escolas ou agrupamentos. Os prémios de participação correspondem a 200 euros para o pré-escolar, 300 euros para o 1.º ciclo e 500 euros para os restantes dois escalões.
A iniciativa “é um grande incentivo para o despertar da curiosidade científica das crianças e jovens”, na opinião da diretora regional de Educação do Centro, Helena Libório.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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