O presidente do Grupo Mota Engil escusou-se hoje a adiantar qualquer comentário sobre o diferendo com o Tribunal de Contas que, em novembro de 2009, recusou o visto prévio aos contratos de cinco concessões rodoviárias em Portugal.
“O único comentário que tenho a fazer é que essa é uma questão que está a ser resolvida entre a Estradas de Portugal e o Tribunal de Contas e a Mota Engil aguarda, com toda a serenidade, a resolução dessa questão. Não tenho mais nada a dizer”, afirmou Jorge Coelho na Cidade da Praia.
Em novembro, o TC recusou o visto prévio aos contratos de cinco concessões rodoviárias - Auto-Estrada Transmontana, Douro Interior, Baixo Alentejo e Algarve Litoral e Litoral Oeste, alegando que as condições do concurso foram alteradas nas negociações entre as concessionárias e as Estradas de Portugal, empresa de capitais públicos que adjudicou as obras.
As concessões Douro Interior (adjudicada a um consórcio liderado pela Mota Engil), Auto-Estrada Transmontana (adjudicada a uma parceria liderada pela Soares da Costa) e Auto-Estrada do Baixo Alentejo (liderada pela Edifer) já iniciaram trabalhos de construção.
A Mota Engil e a Edifer já avisaram que as obras nas concessões podem ser paradas.
A 05 de fevereiro último, no Porto, o presidente da Mota Engil, António Mota, comentou à Lusa a questão e afirmou acreditar que o impasse “esteja resolvido em breve”, acrescentando que nos últimos dois meses “as obras andaram devagar”.
Confrontado sobre eventuais cortes no financiamento aos projetos sem visto do Tribunal de Contas, António Mota disse que, devido ao mau tempo, “as obras [no Douro Interior] têm andado muito devagar”.
“Em dezembro e janeiro, as obras estiveram quase paradas por causa da chuva e do vento", sublinhou, admitindo então que uma decisão por parte dos bancos de cortar o financiamento às concessões rodoviárias pode “perturbar” a actividade da empresa.
“Se não houver visto (prévio do Tribunal de Contas), obviamente que os financiamentos (às concessões) serão suspensos", afirmou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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