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Sindicato dos bancários quer audiência com Cavaco para falar dos trabalhadores do BPP

Publicado em 19 de Maio de 2009   
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O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) pediu hoje uma audiência ao presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e quer ser ouvido pelos grupos parlamentares, de forma a sensibilizá-los para a situação dos 220 trabalhadores do BPP.

Afonso Diz, que lidera o SNQTB, revelou que vai "defender por todos os meios ao alcance os trabalhadores do BPP", explicando que os próximos passos passam pela reunião com o presidente da República, que assegurou já ter sido pedida, bem como por encontros com os representantes dos líderes partidários com assento parlamentar.

"Parece que o BPP não merece a mesma atenção dos senhores deputados que o BPN", frisou o líder sindical, assegurando que é intenção do SNQTB proteger os "funcionários do BPP e as suas famílias. O BPP não são só os accionistas, nem os clientes, nem a administração, também há trabalhadores que devem ser defendidos".

Afonso Diz revelou que o SNQTB está a prestar apoio jurídico e psicológico a seis funcionários do BPP, sublinhando que os trabalhadores do banco "de repente são considerados os maus da fita. Se houve algum tipo de esquema, foi ao nível do topo, mas os funcionários estão inocentes".

"Não acreditamos que ao nível do 'front office' [contacto directo com o cliente] houvesse conhecimento de qualquer tipo de problemas nos produtos vendidos aos clientes. Nem acredito que nenhum 'private banker' [funcionário de um banco que faz a gestão de fortunas] soubesse que estava a vender gato por lebre", reforçou o líder do SNQTB.

"O arrastar do problema é uma forma de dificultar a vida dos profissionais que exercem a sua actividade no BPP e a situação já se prolonga para além do razoável. Neste caso, o crime compensa e a situação do banco não ata, nem desata", considerou Afonso Diz, acrescentando que "os EUA são uma terra onde a justiça acontece, ao contrário da Europa, onde Portugal é o expoente máximo".

"Apelo ao Governo que encontre uma solução que viabilize o BPP e que mantenha os empregos dos 220 trabalhadores do banco, para que estes não vão engrossar as listas de desemprego", finalizou.

 



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