Benfica

Novos estatutos deixam Moniz e Veiga fora da corrida à presidência do Benfica

por Rui Catalão, Publicado em 11 de Março de 2010   
Proposta da comissão encarregue de rever os estatutos do clube encarnado obriga a 15 anos de sócio com quotas pagas para concorrer a um lugar nos corpos sociais. Perante esse cenário, José Eduardo Moniz e José Veiga, os maiores opositores de Luís Filipe Vieira, ficam de fora até 2020
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José Eduardo Moniz e José Viega estudaram no Verão passado a possibilidade de avançar com um projecto para assumir as rédeas do Benfica. No entanto, acabaram por não ir a votos, deixando o caminho aberto para a reeleição de Luís Filipe Vieira. A oposição remeteu-se a um silêncio propositado, sempre com a intenção de se apresentar às próximas eleições. Bem, se a proposta da comissão criada para rever os estatutos do clube encarnado for aprovada em Assembleia Geral, nem Moniz, nem Veiga (nem mesmo Bruno Carvalho, candidato derrotado no ano passado) podem candidatar-se a qualquer lugar nos órgãos sociais do Benfica.

A explicação é simples: com a entrada em vigor dos novos estatutos, torna-se necessário ter 15 anos de sócio com quotas regularizadas para poder ser eligível para qualquer um desses lugares. Ora, Moniz só em 2009 pagou os 31 anos de quotas que tinha em atraso, enquanto Veiga apenas se tornou sócio em 2004, quando entrou para a estrutura encarnada. Nesse caso, qualquer um deles apenas poderia ir a votos em 2020.

A Assembleia Geral para discutir e aprovar estes novos estatutos vai acontecer no dia 23. Caso entre em vigor, passam a ser apenas 15 mil os sócios eligíveis para o cargo de presidente do Benfica.



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