O embaixador português em Atenas, Alfredo Duarte Costa, relatou hoje à Lusa que a situação na capital grega esteve "calma" durante a manhã e que não há registo de incidentes.
A Grécia vive hoje uma greve geral, a segunda em quinze dias, organizada pelas centrais sindicais contra as medidas de austeridade extraordinárias aprovadas em fevereiro pelo Governo grego para tentar reequilibrar as finanças públicas.
Alfredo Duarte Costa adiantou que "as ruas estão praticamente desertas, não há trânsito, não há transportes públicos" e que o "centro de Atenas está bloqueado pela polícia".
A embaixada portuguesa foi também afetada pela greve geral, com poucos funcionários ao serviço "porque é difícil" as pessoas deslocarem-se sem transportes, precisou.
Às 11:00 locais (9:00 em Lisboa), tiveram início duas manifestações, convocadas por dois sindicatos diferentes, que têm como destino final a Praça da Constituição, onde se localiza o parlamento grego.
"As lojas estavam abertas hoje de manhã" na capital grega, adiantou o embaixador, e estão a fechar "um pouco mais cedo que o habitual", que são as 14:30.
"Tendo em conta atos de violência que se registaram no passado é natural que fechem as lojas um pouco mais cedo", afirmou Alfredo Duarte Costa, adiantando que não há registo de incidentes durante a manhã.
Com a comunidade portuguesa na Grécia também "não há qualquer problema" registado, afirmou o diplomata.
As principais medidas do Governo incluem cortes salariais para os funcionários públicos, o congelamento das reformas e uma subida de dois pontos percentuais do IVA para 21 por cento.
As greves sectoriais e manifestações têm-se sucedido nas últimas semanas, desde que foram aprovadas as medidas destinadas a poupar cerca de 4,9 mil milhões de euros e assim reduzir o défice público grego em quatro pontos percentuais, para 8,7 por cento do PIB, em 2010.
***Este texto foi escrito ao brigo do novo acordo ortográfico***




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