A família de
Leandro, o rapaz que se terá suicidado no rio Tua por ser vítima continuada de
bullying, vai processar a escola. Os
pais estão também a pensar pedir uma
indemnização e acusam a escola
Luciano Cordeiro de nunca ter ouvido as denúncias de
violência sofrida pelo filho e por tê-lo deixado sair no dia em que cometeu o suicídio, avança o
Diário de Notícias.
“Vamos processar criminalmente o
Conselho Executivo da escola
Luciano Cordeiro. Já tenho uma advogada e os responsáveis vão ter de prestar contas por tudo quanto aconteceu ao meu filho, para que sirva de emenda, procurando assim que casos semelhantes não aconteçam no futuro” diz a mãe de Leandro, Amália Pires ao Diário de Notícias.
Segundo o jornal, a mãe de
Leandro dirigiu-se duas vezes à escola para avisar da violência sobre a criança. A primeira foi em
Dezembro de 2008 quando o rapaz foi agredido por um colega fora do recinto da escola o que lhe provocou
ferimentos que o obrigaram a um internamento de dois dias no hospital.
A família do rapaz garante ainda que assinou as
declarações para impedir que o
Leandro saísse da
escola.
O caso de Leandro não é caso único. Segundo dados avançados pelo jornal, só em 2010 a linha
SOS Criança recebeu quase 600
queixas de
crianças em
risco. Uma média de dez por dia. A maioria dos casos diz respeito a problemas na
família e maus tratos
físicos e
psicológicos em
instituições.
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