A concessionária Auto-Estrada do Marão abriu de "imediato" um inquérito interno "rigoroso" para apurar as causas que levaram à queda do viaduto quinta feira sobre o Itinerário Principal 4 (IP4), provocando um morte e oito feridos ligeiros.
Fonte da concessionária disse hoje à agência Lusa que, nestes casos, se procede imediatamente a abertura de um inquérito interno para averiguação, o qual começa a partir do momento em que se dá o acidente.
A concessionária da obra é a Auto-Estrada do Marão e o consórcio construtor é o Infratúnel, constituído pelas empresas Somague e MSF.
"Vai ser feito um inquérito rigoroso porque este é um tipo de acidente que não pode acontecer", referiu a fonte.
A Auto-Estrada do Marão lamentou a morte do homem de 43 anos, cujo carro ficou debaixo dos escombros, e enviou publicamente as condolências para a família.
A fonte salientou ainda que, para já, a prioridade é a remoção dos escombros para desobstruir o mais rapidamente possível o IP4, utilizado diariamente por centenas de automobilistas.
Este itinerário é a principal via de ligação da região transmontana ao litoral.
No entanto, a fonte não quis ainda avançar com data para a reabertura da via.
Os trabalhos onde ocorreu o acidente inserem-se na construção da Auto-Estrada do Marão e correspondem ao alargamento e beneficiação do atual IP4, entre o Nó de Geraldes e o Nó de Padronelo, numa extensão aproximada de 2, 8 quilómetros.
A nova via possuirá uma extensão total de 29,8 quilómetros e as primeiras previsões apontavam para a sua conclusão até 2012.
A obra inclui ainda a construção do maior túnel rodoviário da Península Ibérica, com 5,6 quilómetros.
No entanto, os trabalhos no interior do túnel estão parados desde 10 novembro, devido a uma providência cautelar interposta pela empresa Águas do Marão, propriedade de António Pereira, que alegou que a obra vai prejudicar as nascentes de água.
O processo está a ser julgado no Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel.
O investimento na obra é de 350 milhões de euros, nas no total dos 30 anos de concessão será de 456 milhões de euros.
A nova auto estrada é reivindicada há anos pela população transmontana para servir de alternativa ao Itinerário Principal 4 (IP4), onde, na última década, 24 pessoas perderam a vida, em média por ano.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




Rating: 0.0
Actividade em ionline