O candidato a presidente do PSD Paulo Rangel considera que o congresso social democrata extraordinário do próximo fim de semana vai servir para restabelecer a ligação entre o partido e o país.
"Acho que este congresso vai ter a utilidade de fazer uma análise da situação política e, essencialmente, de restabelecer a ligação do PSD com o país. Porque este congresso é feito antes das eleições e bastante perto delas - a quinze dias das eleições, nem tanto - vai criar as condições para fazer uma religação do PSD ao país num momento em que o país precisa muito do PSD", disse Paulo Rangel à agência Lusa.
"Naturalmente, também haverá, em princípio, debate estatutário, que será um debate relevante, interessante, mas a verdadeira energia do congresso será essa ligação profunda do PSD aos eleitores de todo o país - não apenas aos militantes, não apenas aos simpatizantes, mas a toda a sociedade portuguesa. Vai ter com certeza esse efeito positivo", reforçou o eurodeputado.
Suscitado por mais de 2.500 militantes, através de um requerimento promovido por Pedro Santana Lopes, o congresso de sábado e domingo não é eletivo e nele não serão apresentadas e votadas moções globais nem setoriais.
O congresso de 13 e 14 de fevereiro acontece cinco dias antes do final do prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do PSD, que é no dia 19, duas semanas antes das diretas de 26 de março e tem na ordem de trabalhos a análise da situação política nacional e o debate e votação de propostas de alteração aos estatutos do partido.
Questionado se entende que este é um momento oportuno para o PSD debater alterações estatutárias, Paulo Rangel sublinhou que houve "um pedido de 2500 militantes" nesse sentido e defendeu que este deve ser respeitado.
"Eu não me tenho pronunciado sobre essa matéria, porque eu estou num processo eleitoral e aceitei candidatar-me com certas regras. Acho que não devo nesta altura estar a dar sinais para um lado ou para o outro. Devo aceitar as regras que estão ou as que forem fixadas pelo Congresso, se ele quisesse por acaso alterá-las", acrescentou o ex-líder parlamentar do PSD.
Segundo Paulo Rangel, "não pode haver aqui uma posição da candidatura", porque, "os delegados não foram eleitos em nome de candidaturas, ao contrário do que se fez passar".
A candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD tem a "rutura" como lema, foi apresentada no dia 10 de fevereiro e conta com o apoio, entre outros, de Miguel Veiga, Paulo Mota Pinto, Fernando Seara, Eduardo Catroga, Guilherme Silva, José Luís Arnaut, Mário David e Carlos Encarnação.
Até ao momento existem quatro candidaturas à liderança do PSD, Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco, Pedro Passos Coelho e Castanheira Barros.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




Rating: 0.0
Actividade em ionline