O candidato a presidente do PSD Aguiar-Branco considera positivas e admite votar no congresso extraordinário de Mafra a favor das propostas de alterações estatutárias para que as diretas sociais democratas venham a ter uma segunda volta.
Em declarações à agência Lusa, José Pedro Aguiar-Branco adiantou que considera igualmente positiva a proposta de alteração aos estatutos do PSD para que as diretas se realizem durante o congresso.
Nenhuma destas propostas de alterações estatutárias se aplicará às diretas de 26 de março para a liderança social-democrata.
"Ambas as propostas me parecem positivas, quer a da segunda volta, quer a de o congresso ser prévio às diretas, mas de poder haver simultaneidade, ou seja, de ser um momento relativamente próximo, mas com o congresso primeiro e as diretas depois", disse Aguiar-Branco à Lusa.
"Acho que são positivas e, portanto, que poderão merecer um apoio, e nomeadamente o meu", concluiu o líder parlamentar do PSD.
Sobre o congresso do próximo fim-de-semana, Aguiar-Branco disse esperar que sirva para os sociais-democratas encontrarem uma "dinâmica de grupo" e um "suplemento de alma".
No congresso de Mafra serão debatidas e votadas, entre outras, propostas de alterações aos estatutos do PSD de Pedro Santana Lopes e de Manuel Frexes e António Capucho para que as diretas para a liderança do partido tenham uma segunda volta caso nenhum candidato consiga maioria absoluta.
Pedro Santana Lopes propõe também que as diretas passem a decorrer durante o congresso, no dia anterior à eleição dos restantes órgãos do partido.
Questionado sobre se este congresso extraordinário poderá transformar-se num ajuste de contas, Aguiar-Branco respondeu que "ninguém precisa de ajustar contas", muito menos a sua candidatura, que definiu como "supra fações e supra sensibilidades".
"Estou convencido de que este congresso pode ser um momento de suplemento de alma do PSD, o que é muito importante para a nossa afirmação face a um adversário de todos que é Governo socialista, o Governo do engenheiro José Sócrates", acrescentou.
Na qualidade de membro da Comissão Política Nacional do PSD, Aguiar-Branco poderá, se entender utilizar essa vantagem, falar durante 15 minutos, enquanto as intervenções dos restantes candidatos à liderança do PSD não poderão exceder os oito minutos.
Aguiar-Branco anunciou que era candidato a presidente do PSD a 12 de fevereiro, propondo-se unir o partido, e desde então recebeu o apoio de sociais-democratas como Rui Rio, Alexandre Relvas, Miguel Cadilhe, Mota Amaral, Costa Neves, Diogo Vasconcelos, Luís Pais de Sousa, José Eduardo Martins e Rosário Águas.
A possibilidade de uma desistência da sua candidatura voltou a ser afastada na quarta feira: "Não admito em nenhuma circunstância desistir".
O congresso extraordinário de 13 e 14 de março acontece cinco dias antes do final do prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do PSD, que é no dia 19, duas semanas antes das diretas de 26 de março e tem na ordem de trabalhos a análise da situação política nacional e o debate e votação de propostas de alteração aos estatutos do partido.
Apresentaram-se até ao momento quatro candidatos à liderança do PSD: Pedro Passos Coelho, Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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