Professores das Actividades de Enriquecimento Curricular manifestam-se esta quinta-feira em frente ao Ministério da Educação (ME) para denunciar a "extrema precariedade" em que trabalham e exigir "regras claras" que garantam direitos e estabilidade profissional.
O protesto é organizado pelo Sindicatos de Professores da Grande Lisboa (SPGL), afeto à Federação Nacional dos Professores, com início marcado para as 17:00.
o presidente do SPGL denuncia os "preços extremamente variados" a que os docentes estão sujeitos, na maior parte das vezes contratados a "falsos recibos verdes".
"O contrato a recibo verde supõe uma não dependência em relação ao empregador. Não é isso que acontece. Estes trabalhadores são dependentes de uma empresa e não fazem propriamente trabalhos pontuais. Têm um horário atribuído", garantiu António Avelãs, em declarações à agência Lusa.
O Ministério da Educação é o responsável pelas Actividades de Enriquecimento Curricular, mas os professores são contratados pelas autarquias ou por empresas subcontratadas por estas e, em alguns casos, também pelas associações de pais.
Por isso, durante o protesto, os professores vão exigir à tutela que sejam criadas "regras muito claras" que permitam conferir "direitos e estabilidade".
"É uma situação de completa ausência de direitos laborais. O ME, como principal responsável pelas AEC deve criar regras muito claras que confiram dignidade a este trabalho", defendeu.
O dirigente sindical não conseguiu adiantar quantos professores se encontram a recibo verde no âmbito das AEC, nem tão pouco o número de pessoas esperadas.
"A capacidade de mobilização é pequena. É um setor onde não é fácil fazer grandes ações. Quanto mais precário, mais difícil é mobilizar", afirmou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




Rating: 0.0
Actividade em ionline