Câmara dos representantes norte-americana rejeitou quarta feira por 356 votos contra 65 um projeto de resolução que apelava ao presidente Barack Obama para retirar todas as forças norte-americanas do Afeganistão.
O texto pedia ao presidente para retirar as forças norte-americanas do Afeganistão “o mais tardar até 30 dias após a adoção desta resolução”.
“Se o presidente considerar demasiado perigoso retirar as forças norte-americanas antes do fim deste período”, a retirada deverá então ser efetuada até 30 de dezembro de 2010, indicava o texto.
O texto redigido pelo representante da esquerda dos democratas Dennis Kucinich, beneficiou do apoio da ala esquerda do partido do presidente e de alguns republicanos.
Segundo uma sondagem da CNN, realizada em janeiro, 52 por cento dos norte-americanos estão contra a guerra no Afeganistão e 47 por cento apoiam-na.
Mas 61 por cento aprovaram a decisão do presidente Obama de destacar mais 30.000 soldados para o país com o objetivo de continuarem a lutar contra os talibãs.
A sondagem tem uma margem de erro de mais ou menos 3 por cento.
O presidente da comissão dos Negócios estrangeiros, Howard Berman, opôs-se quarta feira à resolução afirmando que não era “uma medida responsável”.
“Se nos retirarmos (...) estaremos perante a perspetiva de um regresso dos talibãs a Cabul”, disse.
Os apoiantes da resolução referiam-se a uma resolução de 1973, destinada a limitar o poder presidencial de fazer a guerra, após anos de conflito no Vietname sem qualquer declaração de guerra.
O Congresso autorizou o uso da força no Afeganistão imediatamente após os atentados de 11 de setembro de 2001.




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