Grécia: greve geral paralisa serviços na quinta-feira

Publicado em 10 de Março de 2010   
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Sindicatos dos sectores públicos e privados da Grécia convocaram mais de 2,5 milhões de trabalhadores para uma greve de 24 horas na quinta feira, que afetará sectores vitais como os transportes e a informação.

O início da greve às 00:00 locais (22:00 em Lisboa) determinou já o cancelamento de voos programados de e para a Grécia devido à paralisação dos controladores aéreos, como confirmou a agência Lusa junto de algumas companhias aéreas.

Os transportes públicos rodoviários, os comboios - com raras exceções - e as ligações marítimas também deverão estar parados durante a que é a segunda greve geral na Grécia desde que o Governo aprovou, em fevereiro, medidas de austeridade extraordinárias para tentar reequilibrar as finanças públicas.

A união sindical dos funcionários do sector público (ADEDY), que conta cerca de 500 mil filiados, apelou à greve em protesto contra o congelamento das reformas e dos salários e contra cortes de prémios e horas extraordinárias.

A Confederação Geral dos Trabalhadores da Grécia (GSEE), que representa mais de 1,5 milhões de trabalhadores do sector privado, protesta contra os cortes salariais, que acredita poderem estender-se às empresas, apesar de a Câmara de Indústrias de Atenas ter dado garantias de que não adoptará esta medida aprovada para o sector público.

Funcionários municipais e de outros serviços públicos, incluindo hospitais e escolas e também os jornalistas foram chamados a fazer greve contra os cortes salariais e o aumento dos impostos nos combustíveis e do IVA.

As greves sectoriais e manifestações têm-se sucedido nas últimas semanas, desde que foram aprovadas as medidas destinadas a poupar cerca de 4,9 mil milhões de euros e assim reduzir o défice público grego em quatro pontos percentuais, para 8,7 por cento do PIB, em 2010.

As principais medidas do plano incluem cortes salariais para os funcionários públicos, o congelamento das reformas e uma subida de dois pontos percentuais do IVA para 21 por cento.

 

 

 

***Este texto foi escrito ao brigo do novo acordo ortográfico***



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