O deputado do PSD Agostinho Branquinho recusou hoje qualquer objetivo de “ataque pessoal” à figura do primeiro ministro, e defendeu que se justifica apurar no Parlamento se José Sócrates tinha ou não conhecimento do negócio da TVI.
“Nós não temos uma visão sectária de ataque pessoal a nenhuma pessoa e designadamente ao senhor primeiro ministro. O que pretendemos é apurar um conjunto de fatos. Não percebo como é que ainda antes da comissão de inquérito começar a funcionar se retiram conclusões”, afirmou.
Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado considerou que “só quem não está de consciência tranquila é que antes de averiguar fatos, começa a tirar conclusões”.
O líder parlamentar do PS, Francisco Assis, acusou hoje o PSD e o PS de terem “razões espúrias” para a criação da comissão de inquérito sobre a atuação do Governo no negócio da TVI e de quererem “enxovalhar” a figura do primeiro ministro.
Assis considerou que, neste momento, “é claro” que o primeiro ministro não mentiu ao Parlamento, quando foi questionado sobre se conhecia a intenção da PT de comprar parte do capital da TVI.
“O Parlamento no âmbito daquilo que são as suas competências vai analisar o negócio da TVI e vamos verificar duas coisas, se houve ou não houve interferência do Governo nesse negócio e se o senhor primeiro ministro faltou ou não à verdade numa sessão no dia 24 de Junho quando disse que não tinha conhecimento desse negócio”, disse.
Questionado pelos jornalistas, Agostinho Branquinho não quis esclarecer se o PSD vai chamar o primeiro ministro a prestar esclarecimentos no âmbito da comissão de inquérito.
“Aquilo que o primeiro ministro disse foi público e foi no plenário. Se se entender que são necessários mais esclarecimentos, obviamente que também pediremos esses esclarecimentos ao senhor primeiro ministro”, disse.
Ao contrário do que defendeu Francisco Assis, o deputado do PSD considerou que as últimas audições na comissão de Ética “justificam ainda mais” a criação de uma comissão de inquérito.
“As últimas audições que decorreram na comissão de Ética, nomeadamente do presidente da PT e do seu presidente Executivo vieram ainda adensar mais as contradições sobre o que ocorreu naquele dia fatídico do dia 23 de junho”, disse.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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