Liga Europa

Liedson vai jogar sozinho? Não, terá Perea do seu lado

Publicado em 11 de Março de 2010   
Carvalhal, com a ajuda de Pongolle pelo meio, vai tentar explorar as deficiências de um defesa habituado a dar (muitas) Flores aos adversários
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"The Big Chill", ou simplesmente "O Reencontro", como ficou conhecido em Portugal em 1983, foi apenas um dos filmes lançados pela Columbia Pictures, um dos maiores estúdios do cinema mundial. E hoje bem podia aparecer na parte da frente das camisolas do Atl. Madrid, como aconteceu de 2003 a 2005 com películas como "Hitch", "Resident Evil" ou o "Homem-Aranha 2". Afinal, Costinha, ex-jogador dos colchoneros e actual director do futebol leonino, vai rever Paulo Futre, ex-jogador dos lisboetas e antigo candidato ao cargo do ministro; Simão, antiga referência da formação verde-e-branca, vai estar com os companheiros de selecção Patrício, Moutinho e Veloso, actuais símbolos da maior academia portuguesa; e Quique Flores vai voltar a medir forças com o conjunto a quem ganhou o único título como treinador. Depois há Liedson, o centro de tudo: do esquema táctico do Sporting, das atenções do Atl. Madrid e do futuro de ambas as formações na Liga Europa. Joga sozinho? Regressa Saleiro? Matías é aposta? Pereirinha pode ser a surpresa? Tudo dúvidas que só a uma hora do início do encontro terão resposta. Há uma certeza: joga Perea. E Liedson já não corre o risco de sentir-se isolado na frente.

Sinama-Pongolle, o único que falha o reencontro com os antigos companheiros (não pode ser inscrito e ficou em Lisboa), falou com Carvalhal sobre os pontos fortes e fracos dos colchoneros. E frisou o óbvio: no ataque estão as grandes dores de cabeça, na defesa encontra-se o calcanhar de Aquiles. Com o defesa colombiano, muito criticado pela afición de Madrid, no topo das debilidades a explorar por Liedson.

"Aos jogadores valentes e com capacidade para se sobreporem à pressão dou mais margem. É um grande profissional e, depois da fase má, está a recompor-se", defendeu Quique ao jornal "As". Hoje ver-se-á se passou mesmo.

Perea nasceu em Turbo, na Colômbia, é casado com a campeã espanhola dos 60 metros (colombiana de origem, só no ano passado viu o processo de naturalização terminado) mas tem mostrado falhas por falta de velocidade. E isso reflecte-se na rapidez com que a equipa sofre golos: só nas provas europeias, o Atleti sofreu 16 golos em dez encontros e só por duas ocasiões terminou com a baliza inviolada. No campeonato, os números disparam - 38 tentos consentidos (tantos como os marcados) em 25 jogos.

FAROESTE O actual onze-base do Atl. Madrid mais parece o regresso aos anos 70, quando a equipa colchonera ganhou alcunha de Los indios, em virtude dos muitos sul-americanos que entravam nas opções iniciais. Hoje Quique Flores deve também lançar quatro jogadores da América do Sul: o colombiano Perea, o brasileiro Paulo Assunção (que lançou uma onda de atletas desviados de Alvalade para o Porto), o uruguaio Forlán e o argentino Kun Aguero. Com mais uns espanhóis de valor (Reyes e Antonio Lopéz), um português (Simão) e um checo (Ujfalusi), mete respeito. Mas não é um Golias.

Do outro lado da barricada, os cowboys de Lisboa têm somente uma dúvida no onze: o substituto de Yannick. Saleiro, depois da grande exibição no Restelo, seria a opção lógica, mas Matías Fernández (pelas próprias características de jogo) e Pereirinha, mais pelo efeito surpresa - até foi o marcador do único golo leonino na final da Taça da Liga de 2009 ganha pelo Benfica -, também estão na luta pela vaga.


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