O presidente do conselho de administração do grupo Sonaecom, empresa acionista do Público, garantiu hoje que nunca foi pressionado e que, a existir qualquer tentativa, nunca seria transmitida à área editorial do jornal.
Na opinião de Ângelo Paupério, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, uma pressão que nunca chega ao seu objetivo “não é pressão”.
"Devo dizer que a Sonaecom não foi confrontada com pressões porque penso que as pessoas em geral e os agentes políticos sabem qual a atitude de gestão da Sonaecom. Nunca fui pressionado", garantiu, adiantando que "ninguém passa recados para a área editorial do Público através da sua administração".
"Nunca fui confrontado com qualquer tipo de pressão que fosse ilegítima", frisou.
Contudo Ângelo Paupério admitiu que já foram feitas conversas e comentários em encontros no âmbito do "mundo dos negócios".
"É natural que as pessoas se refiram [aos seus interesses] em conversas comigo, acho legítimo que o façam, mas isso não tem influência no jornal", disse.
Ângelo Paupério frisou ainda "a importância de separar o que é a responsabilidade da área editorial e a do acionista" para garantir que "a gestão da Sonaecom não interfere na área editorial do jornal".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.




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