Os pais de uma das alunas envolvidas no caso da escola de Espinho, onde uma professora foi suspensa por alegada conduta imprópria nas aulas, acreditam que a docente “tratou mal” a sua filha em retaliação por ela não participar numa visita de estudo a Espanha.
“A minha filha disse que não ia, a professora não gostou e começou a tratá-la mal a partir daí”, afirma a mãe da jovem, que não quis identificar-se.
A situação de mal-estar entre a professora Joaquina Rocha, da Escola EB 2/3 Sá Couto, de Espinho, e as duas alunas envolvidas no caso já vinha desde Abril, tendo sido entretanto abordada numa reunião com os encarregados de educação da turma.
O tema não foi, contudo, discutido com a justificação de que “a reunião era para os pais todos” e não para debater situações isoladas.
“A professora até foi um bocadinho grosseira com a minha mulher”, refere o pai da aluna em questão, que também não quis ser identificado.
“Depois disso”, continua a mãe da jovem, “a professora começou a cair em cima da minha filha”.
Mais tarde, acrescentou, a professora “chegou a marcar um café com as duas alunas, para lhes pedir desculpa pelo comportamento que andava a ter”, conta o pai da estudante.
“Mas acabou por ameaçá-las com as notas [à disciplina em que lhes dá aulas]”, acrescentou.
Nem o pai nem a mãe da jovem comentaram o teor sexual da discussão entre a professora e as duas alunas envolvidas no processo.
A mãe sustenta que “ninguém sabe quem é que gravou a conversa”.
“Não foi a minha filha. (…) Ela até gostava da professora”, disse.
A mãe da outra jovem envolvida no caso não prestou declarações aos jornalistas.
Noémia Brogueira, presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2/3 Sá Couto, de Espinho, também não adiantou quaisquer esclarecimentos.
Admitiu apenas que a professora envolvida no caso foi sujeita a “suspensão preventiva” no âmbito de um processo disciplinar que “está a decorrer com todos os acompanhamentos que são necessários a uma situação destas”.
A professora suspensa é acusada de abordar inapropriadamente questões sexuais da vida privada dos alunos, numa aula.
Esta foi gravada, alegadamente por uma estudante do 7.º ano.




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