Educação

Pais dizem que professora de Espinho suspensa "tratou mal" alunas

Publicado em 19 de Maio de 2009   
Opções
a- / a+

Os pais de uma das alunas envolvidas no caso da escola de Espinho, onde uma professora foi suspensa por alegada conduta imprópria nas aulas, acreditam que a docente “tratou mal” a sua filha em retaliação por ela não participar numa visita de estudo a Espanha.

“A minha filha disse que não ia, a professora não gostou e começou a tratá-la mal a partir daí”, afirma a mãe da jovem, que não quis identificar-se.

A situação de mal-estar entre a professora Joaquina Rocha, da Escola EB 2/3 Sá Couto, de Espinho, e as duas alunas envolvidas no caso já vinha desde Abril, tendo sido entretanto abordada numa reunião com os encarregados de educação da turma.

O tema não foi, contudo, discutido com a justificação de que “a reunião era para os pais todos” e não para debater situações isoladas.

“A professora até foi um bocadinho grosseira com a minha mulher”, refere o pai da aluna em questão, que também não quis ser identificado.

“Depois disso”, continua a mãe da jovem, “a professora começou a cair em cima da minha filha”.

Mais tarde, acrescentou, a professora “chegou a marcar um café com as duas alunas, para lhes pedir desculpa pelo comportamento que andava a ter”, conta o pai da estudante.

“Mas acabou por ameaçá-las com as notas [à disciplina em que lhes dá aulas]”, acrescentou.

Nem o pai nem a mãe da jovem comentaram o teor sexual da discussão entre a professora e as duas alunas envolvidas no processo.

A mãe sustenta que “ninguém sabe quem é que gravou a conversa”.

“Não foi a minha filha. (…) Ela até gostava da professora”, disse.

A mãe da outra jovem envolvida no caso não prestou declarações aos jornalistas.

Noémia Brogueira, presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2/3 Sá Couto, de Espinho, também não adiantou quaisquer esclarecimentos.

Admitiu apenas que a professora envolvida no caso foi sujeita a “suspensão preventiva” no âmbito de um processo disciplinar que “está a decorrer com todos os acompanhamentos que são necessários a uma situação destas”.

A professora suspensa é acusada de abordar inapropriadamente questões sexuais da vida privada dos alunos, numa aula.

Esta foi gravada, alegadamente por uma estudante do 7.º ano.



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close