Os portugueses continuam sem conseguir aproximar-se em termos de riqueza, da primeira metade da tabela dos países da OCDE, principalmente devido à fraca produtividade, indicou hoje a organização.
"Não houve redução no grande diferencial de rendimentos face à primeira metade dos países da OCDE. Este diferencial deve-se quase na totalidade a um grande diferencial de produtividade", afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
No relatório "Going for Growth" hoje divulgado, a organização aponta esta fraca produtividade para explicar que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita continuou baixo, mantendo o fosso para os 15 países da OCDE com melhor desempenho.
O fosso não só se tem mantido superior a 40 por cento relativamente a estes países, como está ainda pior do que em 1991 (com a organização a apontar que os valores para 2009 são ainda uma estimativa).
No mesmo documento, a OCDE inclui ainda recomendações a Portugal: o sistema fiscal deve ser simplificado, a despesa fiscal reduzida, as mudanças frequentes da legislação fiscal devem ser evitadas, a legislação da proteção laboral deve ser flexibilizada, monitorizar as reformas na educação e a sua eficiência, entre outras.
A organização aponta que as reformas na legislação laboral já introduziram alguma flexibilidade entre 2003 e 2009, mantendo-se no entanto aquém da média da organização.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***




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