Ministro da Defesa de Israel furioso com decisão de colonização que perturba negociações com Palestina

Publicado em 10 de Março de 2010   
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O ministério da Defesa israelita exprimiu hoje, em comunicado, a sua oposição ao anúncio na terça feira de um projeto de colonização em Jerusalém Oriental.

“O gabinete do ministro da Defesa, Ehud Barak, exprime a sua cólera depois do anúncio (deste projeto) que perturba as negociações de paz com os palestinianos - negociações do mais alto interesse para Israel”, indica o texto.

O gabinete de Barak publicou este comunicado na sequência do anúncio terça feira pelo Ministério do Interior israelita de que autoriza a construção de 1600 habitações em Ramat Shlomo, um bairro de colonização habitado por judeus ultraortodoxos no sector oriental de Jerusalém, cuja população é maioritariamente de árabes e que foi anexado por Israel em 1967.

“Fontes no Ministério da Defesa sublinham que Israel age e agiu desde há longos meses para criar a confiança entre as partes para que estas negociações possam ter início”, adianta o comunicado.

O partido trabalhista de Barak tem 13 deputados que se uniram à coligação de direita do primeiro ministro Benjamin Netanyahu, nomeadamente com o objetivo de contribuir para a promoção do processo de paz com os palestinianos.

Em visita à região, precisamente para relançar o processo de paz entre Israel e os palestinianos pela via de negociações indiretas, o vice presidente norte-americano, Joe Biden, condenou este projeto e acusou terça feira Israel de “minar a confiança necessária” para as negociações.

O ministro do Interior israelita, Elie Yishai, do partido religioso Shass, tentou apaziguar a polémica, assegurando que esta decisão não tinha “nada a ver” com a visita de Biden e indicou que o projeto imobiliário estava planeado há três anos.

 

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

 



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