Castanheira Barros candidata-se à presidência do PSD com "espírito de vitória"

Publicado em 10 de Março de 2010   
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Castanheira Barros foi o último dos quatro nomes a apresentar a candidatura à liderança do PSD, garantindo que entra na corrida à presidência social democrata com "espírito de vitória", deixando o cargo de primeiro ministro "para outro companheiro melhor colocado".

Para o advogado de Coimbra, que desde 16 de outubro está no terreno a recolher as 1500 assinaturas necessárias para a candidatura à presidência do PSD, o congresso extraordinário de sábado e domingo, em Mafra, é uma oportunidade para "apresentar as ideias" que defende para o partido e para o país.

Com a consciência de que não é uma luta fácil, já que não é um "candidato do aparelho", Castanheira Barros garantiu à Lusa que está na "corrida com espírito de vitória", tendo ainda a "expetativa de colher alguns apoios de relevo que possam provocar uma viragem significativa".

Castanheira Barros garante que "é o único dos candidatos que não se apresenta como candidato a primeiro ministro", afirmando que com ele como líder do PSD "poderá ser outro companheiro, eventualmente melhor colocado, o futuro primeiro ministro do país".

"Tenho avançado com seis nomes para o cargo: Marcelo Rebelo de Sousa, Alberto João Jardim, Luís Filipe Menezes, Pedro Santana Lopes e também, com alguma polémica, Durão Barroso e Cavaco Silva", revelou o advogado.

Os últimos cinco meses foram passados a percorrer Portugal continental de "lés-a-lés", com visitas também às ilhas da Madeira e dos Açores, tendo o candidato estado preocupado com "a recolha de assinaturas e com a divulgação de ideias".

"A minha candidatura não vai assentar em figuras proeminentes do partido, ela tem que assentar fundamentalmente nas ideias que o candidato defende", sustentou.

Em relação ao TGV, Castanheira Barros considera que a suspensão da ligação Porto-Lisboa "faz sentido", considerando, no entanto, "um erro crasso abandonar o projeto da ligação Porto-Vigo".

Quanto à posição do PSD em relação ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), o advogado afirma que o partido "se deve opor veementemente ao agravamento das condições da aposentação para a função pública".

Sobre o Orçamento de Estado para 2010, Castanheira Barros entende que "na votação na generalidade o PSD esteve bem em abster-se e viabilizando, a priori, o documento", considerando que esta foi uma "atitude prudente".

No tema da regionalização a posição do candidato é clara: "as regiões administrativas estão consagradas na nossa constituição e por isso é para se cumprir".

"Sobre a divisão administrativa do território o que defendo é que se faça um novo referendo a fim dos portugueses discutirem quantas regiões pretendem. Se ganhar o sim, devem-se aplicar de imediato as regiões administrativas cumprindo a constituição", afirmou o advogado.

Castanheira Barros é, juntamente com Pedro Passos Coelho, Aguiar-Branco e Paulo Rangel, candidato à liderança do PSD, realizando-se o congresso extraordinário do partido em Mafra, no sábado e domingo, estando as diretas do partido marcadas para 26 de março.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

 

 



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