O candidato à liderança do PSD Passos Coelho defendeu hoje que o Governo devia propor no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) a redução da despesa pública, em vez da subida dos impostos.
“Era bom olhar para a consolidação orçamental, reduzindo a despesa pública e emagrecendo o Estado, portanto espero que o Governo tenha ainda capacidade para materializar um programa de emagrecimento”, defendeu Pedro Passos Coelho.
“Espero que o Governo consiga corrigir algumas das opções que constam das orientações gerais do PEC”, para conseguir alcançar uma redução do défice em três por cento dentro de três anos, disse.
O candidato criticou que o objetivo venha a ser concretizado “à custa de impostos e à custa de penalizar a classe média em Portugal, que ainda tem alguma possibilidade de gerar poupança”.
Apesar das críticas, Pedro Passos Coelho não respondeu ao repto do líder parlamentar do PS e recusou pronunciar-se sobre qual devia ser o sentido de voto do PSD em relação à resolução do PEC.
O líder parlamentar do PS, Francisco Assis, manifestou-se hoje confiante de que PSD e CDS vão pelo menos abster-se na resolução sobre o PEC, frisando que os socialistas fizeram o mesmo no governo de Durão Barroso.
Francisco Assis falava aos jornalistas sobre as suas expetativas políticas face ao projeto de resolução do PS de apoio à proposta de PEC do Governo, que será votado no dia 25 na Assembleia da República, logo após o final da discussão em plenário do PEC.
“Estamos convencidos de que o projeto de resolução do PS suscitará o apoio, pelo menos através da abstenção, de outros grupos parlamentares”, declarou o líder parlamentar socialista.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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