Cavaco considera a saída de pilotos da Força Aérea "um problema"

Publicado em 19 de Maio de 2009   
Opções
a- / a+

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reconheceu hoje que a saída de pilotos da Força Aérea para a aviação civil “é de facto um problema”, fazendo votos para que o ministério da Defesa consiga encontrar um solução.

“Espero que o Ministério da Defesa, em diálogo com os chefes militares, consiga encontrar uma solução para este problema, que é de facto um problema”, afirmou Cavaco Silva, quando questionado sobre a falta de pilotos da Força Aérea para alguns aviões, no final de uma visita à Base Aérea número 1, em Sintra. Revelando que tinha falado com o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea sobre este assunto minutos antes, o Presidente da República disse que o general Luís Araújo lhe confidenciou que “a TAP é como uma segunda Força Aérea naquilo que diz respeito à captação de pilotos e que a SATA é uma terceira Força Aérea também na captação de pilotos”.

“É um problema que ainda não conseguimos resolver, a Força Aérea tem muitos candidatos a pilotos, por isso não é um problema de entrada é depois um problema de saídas cedo demais”, acrescentou o chefe de Estado, que é também o Comandante Supremo das Forças Armadas. Por isso, continuou, é necessário encontrar uma resposta para este problema, que é da competência do Governo, porque os pilotos da Força Aérea são precisos. “Nós precisamos de pilotos da Força Aérea para as diferentes aeronaves, até para o apoio às populações. Já tem havido carência de pilotos para operações de apoio no mar, mas com uma grande energia, uma grande capacidade de utilizar os recursos humanos, a Força Aérea tem, como o povo diz, feito das tripas coração, e servido o país”, sublinhou.

Relativamente à sua visita à Base Aérea número 1, que celebrou hoje o seu 89º aniversário, Cavaco silva disse ter sido uma forma de praticar um “acto de Justiça” e “dar público reconhecimento dos serviços prestados ao país pela Força Aérea na segurança e defesa nacional e também no apoio às populações”. “Foi por isso que decidi agraciar a Base Aérea número 1 com a Ordem Militar da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito”, salientou, recordando que se trata da mais antiga base da Força Aérea, podendo mesmo ser considerada “o berço desde ramo das Forças Armadas”, onde ja se formaram milhares de pilotos.

Interrogado sobre a coincidência desta sua visita à Base Aérea número 1 e a entrega à Armada da primeira das duas novas fragatas adquiridas à Holanda, onde esteve presente o ministro da Defesa, o Presidente da República garantiu que as duas cerimónias foram coordenadas entre o seu gabinete e o gabinete do ministro Nuno Severiano Teixeira.

Contudo, acrescentou, a cerimónia na Base Aérea número 1 não podia ser adiada, visto que estava em causa o 89º da unidade. Por outro lado, o ministro da Defesa também não podia adiar a cerimónia de entrega da fragata porque existia já um acordo com o seu homólogo holandês.

“Eu penso que a explicação é clara e transparente”, declarou.

 



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close