Carlos Zorrinho, actual secretário de estado da Energia e Inovação, diz que o papel do Plano Tecnológico no desenvolvimento dos programas e.escola e e.escolinhas foi de "chapéu de dinamização".
Em audição no Parlamento, Carlos Zorrinho, ex-coordenador do Plano Tecnológico, afirma desconhecer como foram feitos os acordos com os operadores móveis para o uso das contrapartidas das licenças UMTS. "Não participei em nenhuma reunião de negociação com operadores. Apenas participei numa em que o ministro [Mário Lino] falou genericamente desta ideia aos operadores. Foi a única em que participei."
Zorrinho respondia ao deputado do PCP, Miguel Tiago, que questionou Carlos Zorrinho sobre os acordos assinados entre o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e a TMN, Vodafone e Optimus que pressupunham a troca das contrapartidas devidas pelas operadoras pelas licenças de UMTS pelos programas e.escola e e.escolinha.
Relativamente aos memorandos de entendimento assinados entre o governo e as operadoras móveis e com a Microsoft, Zorrinho explicou que os memorandos são "de cidadania e não de economia."
Zorrinho esclareceu ainda que tanto o governo como a Microsoft, por exemplo, "tinham o mesmo interesse: promover a sociedade de informação" e acrescentou que "é bom para os portugueses, também cria mercado, mas isso é outra coisa. Estes memorandos foram feitos numa lógica de duplo ganho. O desenvolvimento do mercado é outra coisa... ao lado."




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