O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, considerou hoje que a visão do candidato à liderança do PSD Paulo Rangel sobre agricultura é semelhante à da CAP.
No final de um encontro que durou cerca de hora e meia, na sede da CAP, em Lisboa, João Machado defendeu que a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia deve aumentar as ajudas aos agricultores portugueses.
Por sua vez, Paulo Rangel considerou que "é nessa reforma da PAC que tudo se joga para o médio prazo da agricultura em Portugal", que no seu entender deve ser encarada como "um setor estratégico" em termos económicos, de segurança e defesa nacional e de ordenamento do território.
"Julgo que a visão do doutor Paulo Rangel é semelhante à nossa", disse João Machado à comunicação social.
"A defesa do território, do ambiente, da água, da nossa identidade geográfica está na mão dos agricultores. Se os políticos não tomarem isso em conta, vão desertificar o território e acabar com um setor económico que é extraordinariamente importante para o país. A melhor reserva que nós podemos ter é a reserva produtiva, é produzir e ter agricultores no terreno", acrescentou.
Quanto à reforma da PAC, segundo João Machado "há a teoria de que os fundos comunitários para a agricultura podem desaparecer", o que "é uma visão absolutamente errada".
"Temos uma PAC ameaçada a partir de 2013", alertou.
João Machado argumentou que "a PAC tem permitido aos europeus terem alimentos de grande qualidade e de grande segurança alimentar a preços muito competitivos" e que, por isso, esses fundos devem manter-se, sendo distribuídos de forma mais igual pelos estados-membros.
"As diferenças são muito grandes hoje em dia, Portugal está na cauda dessas ajudas. Temos de aumentar as ajudas aos agricultores portugueses para eles poderem ser mais competitivos, poderem produzir mais, contribuir para a economia nacional e, contribuindo para a economia nacional, contribuem também para a balança de pagamentos porque evitam importações", concluiu.
Por sua vez, Paulo Rangel reiterou que a agricultura está, para a sua candidatura, "na frente estratégica das prioridades do PSD".
"Isso significa desde já, neste momento concreto, urgentemente repensar qual é a posição de Portugal na reforma da PAC", acrescentou.
"Temos de essencialmente apontar para uma PAC que seja mais equilibrada e que possa beneficiar o país e a agricultores portugueses. É nessa reforma da PAC que tudo se joga para o médio prazo da agricultura em Portugal", concluiu o eurodeputado.




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