Fitch pode cortar "rating" de Portugal se medidas do PEC forem "insuficientes"

Publicado em 09 de Março de 2010   
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A agência de notação financeira Fitch admitiu hoje que poderá vir a cortar o 'rating' da dívida soberana de Portugal caso as medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento para a consolidação orçamental sejam consideradas "insuficientes".

As declarações dos analistas da Fitch Paul Rawlins e Chris Pryce, citados pela agência Bloomberg, não levam ainda em linha de conta as medidas anunciadas na segunda feira pelo Governo português, na medida em que a agência apenas avaliará as medidas depois de ter o documento completo, que ainda não é conhecido.

Apesar de manter Portugal debaixo de uma "perspetiva negativa", a Fitch, no entanto, salienta que, ao contrário de Espanha, Portugal não teve "nenhuma bolha imobiliária", tem um sistema bancário "saudável" e o risco de contágio da Grécia a Portugal e à Espanha "não é elevado".

Os analistas da Fitch Paul Rawlins e Chris Pryce, citados pela agência Bloomberg, falavam numa conferência sobre a situação financeira da zona euro, em Londres, tendo alertado para a possibilidade de o "rating" da dívida de Portugal ser revisto em baixa, um dia após o Governo português ter apresentado o programa para responder às metas estabelecidas no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Sobre a Grécia, os analistas dizem que não é líquido que as medidas anunciadas pelo governo helénico sejam colocadas em prática, considerando que há "claros sinais de divergências dentro do Executivo grego".

"Penso que podemos dizer que a opinião pública está surpreendentemente a apoiar [as medidas], mas há claramente muitas conversas por trás dos bastidores e já há sinais claros de divergência dentro do Executivo", afirma o analista Chris Pryce.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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