O presidente do conselho de administração da Controlinveste, Joaquim Oliveira, recusou hoje ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, e revelou ter apresentado uma queixa crime contra o diretor do Sol e da revista Sábado.
Num comunicado distribuído aos deputados da comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, Oliveira adiantou ainda ter apresentado queixa na Entidade de Regulação para a Comunicação Social (ERC) e uma “ação de responsabilidade civil contra o Estado por considerar que é continuada e gravíssima a violação do segredo de justiça”.
“Após reflexão aprofundada sobre a questão da minha participação na comissão parlamentar de Ética, tomei a decisão de pedir a V. Exa. escusa relativamente à minha audição”, diz a missiva dirigida ao presidente da comissão, o deputado social democrata Luís Marques Guedes.
Justificando a sua posição, o patrão da Controlinveste considerou que o seu nome “tem vindo a ser pública e ilegitimamente associado a atuações” que lhe são “rigorosamente estranhas”.
“Trata-se, tão só, de uma decisão que entendo dever tomar no âmbito do meu direito de reserva relativamente à minha vida privada e empresarial”, refere.
“Será nos tribunais que defenderei a minha honra e honorabilidade pessoais bem como a credibilidade do meu grupo empresarial, considerando, nesta fase, outras declarações inoportunas” acrescenta.
A audição do presidente do grupo Controlinveste estava marcada para quarta feira às 16:45 e tinha sido requerida pelo PSD.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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