A escola de Mirandela já entregou à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) o relatório do inquérito interno ao caso da criança que desapareceu há oito dias no rio Tua, confirmou hoje à Lusa aquele organismo.
Fonte da DREN confirmou também já ter recebido o relatório da escola EB 2/3 Luciano Cordeiro e que o mesmo "está a ser analisado".
Segundo a fonte, "para já não faz sentido qualquer declaração sobre o relatório por se encontrar ainda sob análise".
Hoje mesmo vários parceiros da comunidade educativa, desde a escola, à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, entre outras entidades, estão reunidos no estabelecimento de ensino de Mirandela.
Nenhuma entidade adiantou ainda qual a finalidade desta reunião, que decorre na escola frequentada pela criança, e que desde há uma semana mantém o silêncio em relação ao caso.
A criança de 12 anos desapareceu há oito dias à hora de almoço no rio Tua, onde continuam as buscas pelo corpo, agora com um efetivo mais reduzido.
A par do inquérito interno da escola está também em curso um inquérito judicial a cargo do Ministério Público que delegou na PSP a condução do mesmo.
A polícia já ouviu mais de 15 testemunhos que confirmam a existência de agressões no caso de Mirandela, não falam em suicídio e descrevem Leandro como "uma criança reguila", segundo disse à Lusa fonte ligada ao processo.
As autoridades começaram por colocar a hipótese de "acidente" na queda do jovem ao rio, tendo em conta indicadores como o facto de ter tirado a roupa antes de entrar na água.
Colegas e familiares associaram o caso à violência na escola e nos últimos dias várias pais têm denunciado publicamente outros alegados casos, falando mesmo de bullying e da "inação da escola".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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