A Universidade Nova de Lisboa (UNL) está a organizar todo o seu sistema de gestão tendo em vista uma eventual passagem ao regime fundacional, uma decisão que o reitor da instituição está disponível para considerar.
"A passagem a fundação não é uma iniciativa que possa ser feita de forma imediata. Tem de haver um trabalho preparatório e nós estamos a fazer esse trabalho. É uma decisão muito complexa e que não pode ser tomada com base no tudo ou nada", afirmou o reitor da UNL, em entrevista à Agência Lusa.
Segundo António Rendas, a instituição está a organizar todo o seu sistema de gestão para o caso da decisão ser tomada, unanimemente, pelo Conselho Geral e por todas as unidades orgânicas.
"A situação económica e social obriga a que as decisões tenham que ser muito bem ponderadas. Se a passagem a fundação permitir melhores condições de funcionamento, com certeza estarei disponível para a considerar", afirmou.
O reitor da Universidade Nova de Lisboa adiantou à Lusa que a instituição está também a preparar o programa de desenvolvimento previsto no "contrato de confiança" assinado com o Governo em janeiro, decorrendo nesta altura um debate no colégio de diretores sobre o número de alunos a qualificar e em que áreas.
"As duas grandes escolas, Ciências e Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas, vão ser as mais importantes. A Faculdade de Economia e a de Direito será relativamente fácil aumentarem a qualificação", acrescentou António Rendas, que hoje toma posse como presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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