O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho considerou hoje que a "limitação das deduções fiscais em saúde e educação", prevista no PEC, é um "aumento encapotado dos impostos", afirmando que a suspensão do TGV é "positiva".
Pedro Passos Coelho manifestou a sua preocupação pela "intenção que foi divulgada do Estado pretender diminuir o teto das deduções de saúde e educação que os portugueses vão poder fazer quando apresentarem o seu IRS".
Segundo o candidato à liderança social democrata, esta medida prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), "limitar as deduções fiscais que as famílias possam fazer em saúde e educação, na prática, resulta num aumento encapotado dos impostos".
"Nós precisamos de diminuir a despesa do Estado para reduzir o défice, não precisamos de aumentar a receita fiscal por via de impedir as famílias de fazerem as deduções a que têm direito", justificou Passos Coelho à margem de um almoço que hoje teve em Ermesinde, Valongo, com mulheres autarcas e dirigentes do PSD do Distrito do Porto, no âmbito do Dia Internacional da Mulher.
Defensor de que os "impostos não aumentem", o candidato considerou a suspensão do TGV, hoje anunciada como uma das medidas do PEC, como "positiva", acrescentando seria "importante que o conjunto das grandes obras públicas pudesse ser suspenso de modo a que os projetos pudessem ser reavaliados".
"É difícil o país saber com o que conta do PSD quando ele está envolvido num processo eleitoral", realçou, tendo pedido a José Pedro Aguiar-Branco, nome que também está na corrida à liderança do PSD, a mesma "prudência" que pediu a Manuela Ferreira Leite, relativamente à discussão do PEC.
Segundo Passos Coelho, quer Manuela Ferreira Leite quer Aguiar-Branco sabem que "havendo eleições a muito curto prazo, por uma questão de respeito com os próximos órgãos nacionais, aqueles que hoje estão a terminar o seu mandato devem ser prudentes na forma como se pronunciam e como analisam estas matérias, procurando não comprometer os próximos órgãos nacionais com posições demasiado fechadas".
Passos Coelho, Aguiar-Branco, Paulo Rangel e Castanheira Barros são os quatro candidatos à presidência do PSD, escolha que será feita nas eleições diretas de dia 26 de março, depois do congresso extraordinário, em Mafra, que decorre sábado e domingo.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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