Transportes

Associação Industrial do Minho diz que adiamento do TGV era "inevitável"

Publicado em 08 de Março de 2010   
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O presidente da Associação Industrial do Minho, António Marques, admitiu nesta segunda-feira que "era inevitável o adiamento do TGV" mas defendeu que Portugal precisa de um novo canal ferroviário para transporte de pessoas e mercadorias.

"Andámos a gastar tanta coisa e com tantas ideias megalómanas, somando e somando, que o endividamento do país cresceu tanto que há agora que dar este sinal à União Europeia aos mercados e às empresas de rating", referiu o empresário, em declarações à Agência Lusa.

Para António Marques, "haja ou não haja TGV, Portugal precisa, como de pão para a boca, de um novo canal ferroviário", ou então - sustenta - "acabe-se com a ferrovia ou deixe-se que fique só para os comboios regionais e sub-regionais".

Para o dirigente empresarial minhoto, "o país precisa de um novo canal ferroviário, já que, embora entre Porto e Lisboa haja a possibilidade de os comboios transitarem a uma velocidade superior a 200 quilómetros, há troços onde circulam a 80, 70, 60 quilómetros por hora o que desfaz, negativamente, a média da deslocação".

"Entre Porto e Braga e Vigo o escândalo ainda é maior", sublinhou António Marques, defendendo que se faça "um projeto para a ferrovia, de A a Z, em vez de se andar a gastar 100 milhões aqui e outros 100 milhões ali e a investir em autoestradas, como a A28, onde quase não circulam viaturas".

A construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa e Porto e entre Porto e Vigo vão ser adiadas por dois anos, disse hoje o ministro das Finanças na conferência de imprensa onde apresentou as principais linhas do Programa de Estabilidade e Crescimento.

"O investimento público teve um pico em 2009 com os programas de estímulo à economia, e esse esforço irá ser atenuado nos próximos anos, regressando a valores anteriores, e neste domínio decidimos o adiamento da execução das linhas de alta velocidade entre Lisboa e Porto e entre Porto e Vigo", acrescentou Fernando Teixeira dos Santos.

A linha de alta velocidade Lisboa-Porto, com abertura prevista para 2015, fica assim adiada para 2017, enquanto a linha Porto-Vigo só estará concluída em 2015.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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