A Comissão Europeia vai apresentar nas próximas 24 horas propostas para a criação de um 'FMI europeu', um organismo que poderia salvar países endividados como a Grécia, declarou hoje um responsável em Bruxelas.
O comissário europeu dos assuntos económicos e monetários, Olli Rehn, vai "informar" na terça feira o executivo comunitário de todas as "discussões em curso" sobre o tema, disse o porta-voz do comissário, Amadeu Altafaj Tardio.
Os planos para "reforçar a coordenação económica e a vigilância dos países" em toda a Europa serão centrados nas 16 nações que usam o euro, atualmente sob pressão devido à crise orçamental grega.
O porta-voz de Rehn, Amadeu Altafaj Tardio, disse que a comissão "está pronta para propor um instrumento europeu" semelhante ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e apontou o final de junho como um primeiro prazo para apresentar todos os pormenores sobre a forma, e quem, vai financiar o fundo.
Em declarações à edição de hoje do Financial Times Deutschland, Rehn disse que o fundo monetário "teria o apoio dos membros da eurozona" e que as ajudas financeiras teriam "condições muito apertadas".
"As coisas estão a acontecer rapidamente", declarou o porta-voz, que notou uma "clara vontade dos protagonistas da zona euro no sentido de retirar lições do que se passou na Grécia e aproveitar esta oportunidade".
A crise do défice grego despertou um enorme debate sobre a forma como os países do euro lidam com os problemas num estado-membro, retomando argumentos - entretanto rejeitados pela Alemanha - usados no início da moeda única, há quase uma década.
O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, lidera as movimentações para dotar as instituições económicas europeias de instrumentos mais fortes, ao declarar ao jornal Welt am Sonntag que "para ter estabilidade interna na zona euro, a Europa precisa de uma instituição com a experiência e o poder do FMI".
O FMI concede empréstimos de emergência a países com finanças debilitadas, mas a estes costumam estar associadas condições muito severas.
Com um défice quatro vezes maior que o autorizado pela comissão, a Grécia deu início a uma série de medidas de austeridade financeira, a nível fiscal e com cortes na despesa pública.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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