A líder do PSD escusou-se hoje a indicar o sentido de voto do partido quanto à resolução de apoio ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) proposta pelo PS, afirmando que aguarda pelo “conteúdo do programa”.
À saída de uma audiência com o primeiro ministro, José Sócrates, Manuela Ferreira Leite comentou que a apresentação de uma resolução de apoio ao PEC “não é inédita” e recusou que a posição do PSD em relação ao Orçamento de Estado condicione o apoio dos sociais democratas em relação ao PEC - “Tenho muito pouca tendência para ser condicionada”, sublinhou.
“Não se trata de comprometimentos. Nós sempre considerámos que o Orçamento em si não tinha qualquer espécie de significado de médio prazo se não víssemos que forma se integrava num PEC”, referiu.
Escusando-se a comentar o conteúdo do PEC por ter tido acesso apenas a “um resumo” do programa, Ferreira Leite defendeu a necessidade de serem também conhecidos “todos os encargos para o país depois de 2013”.
Relativamente ao TGV - o Governo anunciou hoje o adiamento por dois anos das linhas de alta velocidade entre Lisboa e Porto e Porto e Vigo -, a líder social democrata admitiu que a medida vai ao encontro das críticas feitas pelo PSD relativamente ao projeto.
“Nunca poderia deixar de dar razão quando o país está totalmente endividado e é difícil pensarmos em encargos adicionais para além do endividamento que já temos. Quando não há dinheiro, esse motivo sobrepõe-se a qualquer outra decisão, por mais racional que ela seja”, comentou.
Manuela Ferreira Leite deu ainda conta da abertura manifestada pelo Governo para introduzir “ajustamentos [ao PEC] de acordo com as propostas que forem feitas pelos partidos”.
Acompanhada por António Borges e Marques Guedes, a líder do PSD frisou ainda que aumentar os impostos significaria “afundar ainda mais a economia”, sendo por isso “difícil defender-se” uma medida deste tipo.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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