Lisboa: Câmara discute conselho administração EMEL

Publicado em 08 de Março de 2010   
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A Câmara de Lisboa discute quarta feira a recondução do conselho de administração da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), liderado por Júlio de Almeida.

A proposta, subscrita pelo vereador com os pelouros da Mobilidade, Infra-estruturas e Obras Municipais, Nunes da Silva, propõe a recondução do presidente do conselho de administração e dos dois vogais - Tiago Farias e Rogério Pacheco -, sublinhando a "capacidade revelada" no cumprimento das funções.

Júlio de Almeida ocupa o cargo de presidente da conselho de administração da EMEL há cerca de um ano e o primeiro Plano de Actividades da empresa que apresentou à autarquia traduziu-se num aumento do passivo (de 24,3 para 25,1 milhões) e do resultado líquido (45 825 para 66 949 mil euros).

De acordo com o Orçamento de Exploração do Plano de Actividades 2009, prevê-se que os custos com pessoal voltem a subir mais de um milhão de euros.

A EMEL também prevê subir os proveitos operacionais de 19,1 para 20,9 milhões de euros, boa parte à custa do crescimento de 12,9 para 15,6 milhões de euros previsto nas receitas com os parquímetros.

O projeto mais emblemático da empresa a avançar este ano é o do Mercado do Chão de Loureiro, entre a Baixa Pombalina e a Encosta do Castelo, que de acordo com o Plano de Actividades de 2009 implica um investimento de 4,2 milhões de euros.

A transformação do mercado vai acabar por custar mais um milhão de euros do que o previsto, uma vez que o contrato de empreitada assinado em novembro de 2006 entre a EMEL e a Soares da Costa previa que a obra custasse 2,6 milhões de euros (mais IVA).

Segundo o Plano de Actividades 2009, a EMEL pretende expandir a sua actividade para a zona da Expo, com a instalação de 60 parquímetros.

A expansão prevista para este ano da EMEL permitirá à empresa a gestão de mais 8632 lugares de estacionamento (excluindo a zona da Expo), dos quais 3367 para residentes, o que "implica um investimento adicional de 244 parquímetros e a contratação de mais 30 agentes de fiscalização", refere o Plano.

Outro dos objetivos da EMEL é o de reduzir as despesas de gestão de parques como o das Portas do Sol, que só em 2007 deu um prejuízo à empresa que rondou os 150 000 euros.

 



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