O presidente francês Nicolas Sarkozy pediu hoje à banca mundial e ao Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento apoio ao acesso a energia nuclear civil, na abertura de uma conferência internacional sobre o tema, em Paris.
"Não compreendo e não aceito o ostracismo ao nuclear nas finanças internacionais. É necessário que a banca mundial, o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) e as instituições de apoio ao desenvolvimento se comprometam resolutamente no financiamento" do nuclear civil, afirmou o chefe de Estado francês.
Baseado em Londres, o BERD especializou-se em empréstimos aos antigos países comunistas da Europa de Leste e da ex-URSS.
"Proponho, e apelo a todos os países que partilham desta posição que se unam a nós, para que todas as energias sustentáveis possam ser financiadas pelos créditos de CO2", acrescentou Sarkozy, na conferência que decorre na sede Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.
A França junta hoje e terça feira, em Paris, mais de 60 países para uma conferência internacional destinada a auxiliá-los na aquisição de energia nuclear civil, afastando-os da tentação do armamento atómico.
O presidente francês anunciou também a criação de um instituto internacional de energia nuclear, que agrupe os melhores professores e investigadores franceses, no âmbito de uma rede internacional destinada a formar especialistas em energia nuclear civil a nível mundial.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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