A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) vai estender a campanha sobre a violência entre os casais mais jovens a todos os níveis de ensino, incluindo às "crianças mais pequenas", disse à Lusa a presidente do organismo.
Em declarações à agência Lusa, Sara Falcão Casaca reconheceu que ficou preocupada com o estudo feito pela Universidade do Minho que revelava que "entre a população mais jovem, e até com alguma escolaridade, se aceita a violência".
Nesse sentido, a CIG vai redobrar o esforço em "educar para a cidadania", aprofundando a campanha sobre a violência no namoro lançada em novembro de 2008, alargando-a a todos os níveis de ensino.
É preciso fazer "um trabalho ainda ao nível mais precoce, com crianças mais pequenas", defende, realçando que estas têm de ser estimuladas para retratarem os seus afetos.
"Estamos em fase de lançamento de uma nova campanha junto dos públicos de todos os níveis de ensino", recorrendo a abordagens de intervenção diferentes, acrescentou Manuel Albano, vice-presidente da CIG.
A campanha passará pela produção de material pedagógico e pela criação de um concurso que visa, "através da criatividade", levar os jovens (e os professores) a refletirem sobre a violência e "a construção dos afetos", no sentido de promover "relações saudáveis", referiu.
A Campanha contra a violência no namoro desenvolvida pela CIG tem como objetivo "promover relacionamentos afetivos saudáveis" entre os jovens.
Segundo um estudo desenvolvido por investigadoras da Universidade do Minho, um em cada cinco jovens, com idades entre os 13 e os 29 anos, reconheceu ter sido vítima de comportamentos emocionalmente abusivos, apesar de a maioria "não perceber esta forma de violência como inadequada". Atos de controlo por parte do companheiro ainda são vistos como manifestações de ciúme e confundidos com "provas de amor.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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