O que têm em comum Lourenço Medeiros e Reginaldo Almeida (SIC), Vasco Trigo e Sandra Inês Cruz (RTP), Rui Tukayana e José Milheiro (TSF), Horácio Piriquito (Antena 1), Marta Reis (i), Clara Barata e Andréia Azevedo Soares ("Público"), Filomena Naves ("DN"), Sara Sá e Isabel Nery ("Visão")? São todos jornalistas, desconfiará fortemente. Sim, mas sobretudo combatentes de um paradoxo tão contemporâneo: o de querer levar de uma maneira fluida e descomplicada a ciência e tecnologia a uma sociedade que, apesar da sua total dependência dessas inovações, muito pouco quer saber das mesmas. Todos estes jornalistas (e muitos outros omitidos mas nunca esquecidos) expõem de uma maneira mais ou menos periódica, mas sempre apaixonante, o porquê que reveste cada matéria ou ideia científica. Podemos utilizar um telemóvel sem saber como funciona? Sim, mas não é a mesma coisa. Será o mesmo que apreciar uma mulher bela sem querer descobrir a bela mulher que realmente encanta. Se, como diz o biólogo Richard Dawkins, a ciência é a poesia da realidade, então estes profissionais são os seus mais deliciosos proclamadores e prestam um serviço patriótico inestimável para a evolução de uma nação e para responder a esta infantil mas omnipresente questão: que mundos e tempos são estes e que mais virá? Fica aqui a minha homenagem a esse jornalismo, respectivos intérpretes e aos directores dos
media que vêem na ciência não um nicho mas sim uma beleza a ser proclamada.
Coordenador Nacional da The Planetary Societyareiaeestrelas@gmail.com
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