Marcas loucas e impossíveis

por Carlos Coelho, Publicado em 08 de Março de 2010   
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Impossível seria deixar de ver a mais recente marca do império da imaginação: a genial Alice do mágico Tim Burton. A Alice está mais velha, mais bonita e mais determinada a enfrentar dois dos maiores impedimentos da sociedade conservadora e inoperante: a loucura e o impossível. O seu pai, um visionário, ensinou-lhe duas coisas: a primeira foi quando Alice perguntou se estaria louca por sonhar com um coelho que fala e um gato que ri e este lhe respondeu que sim, mas que as melhores pessoas do mundo são loucas. A segunda foi quando ele lhe confessou que imaginava sempre seis coisas impossíveis antes do pequeno-almoço.

Estas, como todas as grandes obras-primas da imaginação, são brilhantes lições de gestão que nos devem inspirar o futuro. Nada é impossível e particularmente nós portugueses, como a Alice, fomos feitos para o impossível.

Quando os matemáticos espanhóis calculavam seis partes de água e uma de terra, os portugueses, loucos, enfrentaram a então impossível linha horizonte e descobriram que afinal a terra é um grande arquipélago. Na sequência dessa loucura criámos os primeiros mapas do mundo (o primeiro google earth foi português).

O mundo actual continua cheio de oportunidades impossíveis e nessa medida temos de recuperar a nossa loucura e criar coisas que não existam, marcas que aspirem, como as pessoas, a serem as melhores do mundo de tão loucas e impossíveis terem sonhado ser.

Criador de marcas

Presidente da Ivity Brand Corp


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