O Bloco de Esquerda vai tentar um acordo com a oposição da maioria social democrata da Assembleia Legislativa da Madeira para viabilizar a constituição de uma comissão de inquérito a eventuais responsabilidades dos danos causados pelo recente temporal.
Contabilizadas as vítimas humanas e os danos materiais, “é agora tempo de averiguar se efetivamente houve ou não responsabilidades pessoais e políticas” que poderão ter aumentado os efeitos nefastos do temporal, disse Roberto Almada, líder regional dos “bloquistas”, após reunião da comissão coordenadora.
O BE, sobre o assunto, também quer “ver o Ministério Público a intervir e a averiguar eventuais responsabilidades criminais” das autoridades governamentais e autárquicas.
Estas propostas surgem porque o BE diz que já previa esta situação: “sempre nos manifestamos contra o afunilamento das ribeiras e contra as construções nos cursos de água”.
Roberto Almada disse que o seu partido “está muito preocupado com declarações de governantes segundo as quais a reconstrução será feita como foram feitas as anteriores obras, ou seja, tudo vai manter-se na mesma, cometendo os mesmos erros do passado”.
Os “bloquistas” pretendem igualmente saber se “é verdade que há muitas empresas a despedir trabalhadores com o argumento do temporal” e se “também é verdade que na maioria dos parques de estacionamento subterrâneos do Funchal a empresa detentora da concessão não tem seguro de responsabilidade civil”.
O BE/M anunciou ainda que a sua próxima convenção vai ser no dia 28 de março.
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*** Este texto foi descrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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