As autoridades continuam sem nenhum indício da criança desaparecida no rio Tua, depois de quatro dias de buscas que foram suspensas por hoje e serão retomadas sábado de manhã.
No sábado, as operações no terreno decorrerão num "sistema idêntico ao de hoje", em que estiveram envolvidos 11 veículos, um bote e 43 combatentes, disse à Agência Lusa o Comandante Melo Gomes, do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Bragança.
Segundo explicou, "o planeamento é feito 24 apôs 24 horas", ou seja de um dia para o outro, pelo que o próximo passo dependerá de "como correr o dia de amanhã (sábado)".
Depois de quatro dias de buscas no rio Tua, que já se estenderam por vários quilómetros entre Mirandela e a foz do Tua, ainda não existe qualquer indício da criança.
"Nestes casos é mesmo assim, não há indícios: ou se encontra ou não encontra", disse.
Este tipo de operações, segundo ainda o comandante do CDOS, não têm um prazo limite, prolongando-se por "tempo indeterminado".
A criança de 12 anos desapareceu terça feira à hora de almoço no rio Tua, numa zona a alguma distância da escola, para onde se terá deslocado com um irmão e primos.
O menino tem sido referenciado como alegada vítima de violência escolar por parte de colegas, o que está a gerar um debate nacional sobre a problemática do bullying.
O Ministério da Educação abriu um processo de averiguações ao caso, que está também em investigação judicial no Ministério Público.
Depois do desaparecimento da criança, vários pais e colegas da mesma escola, a Luciano Cordeiro, têm relatado outros casos de violência.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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