O presidente da REFER - Rede Ferroviária Nacional, Luis Pardal, afirmou hoje que nunca foi alvo de pressões e garantiu que contou sempre com o apoio "total" da tutela.
"Eu, de facto, não tive conhecimento de pressões que chegassem a mim", afirmou Luis Pardal em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura de um protocolo no Ministério das Obras Publicas, Transportes e Comunicações.
As declarações do presidente da REFER surgem no dia em que o semanário Sol divulga novas escutas do caso Face Oculta.
Segundo o jornal, a ex-secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, "foi pressionada por Mário Lino [ex-ministro das Obras Públicas] para pôr fim ao conflito judicial entre a empresa pública Refer e Manuel Godinho e restabelecer as relações comerciais com as empresas deste", o grupo O2.
O empresário Manuel Godinho está no centro da investigação do caso Face Oculta, que investiga alegados casos de corrupção relacionados com empresas privadas e do setor empresarial do Estado.
Hoje, o presidente da REFER, Luis Pardal, disse que contou sempre com o apoio "total" da ex-secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino e do ex-ministro das Obras Publicas Mário Lino.
"Tive sempre toda a cobertura e solidariedade pessoal e tutelar" da então secretária de Estado Ana Paula Vitorino, afirmou.
Luís Pardal salientou ainda que, em relação ao ex-ministro Mário Lino, não teve "qualquer indicação de que houve manobras, ideias ou intenção do que quer que fosse".
O presidente da REFER afirmou que nunca lhe foi colocada a hipótese de não ser reconduzido na presidência da empresa.
"A mim nunca me foi colocada a hipótese de não ser reconduzido", disse.
Questionado pelos jornalistas sobre a relação da REFER com as empresas do grupo de Manuel José Godinho, principal arguido no processo Face Oculta, Luís Pardal disse que eram iguais àquelas que a empresa mantinha com "qualquer fornecedor".
O presidente da Refer acrescentou que existia uma ordem formal sua segundo a qual as empresas que não cumprissem as regras não ganhavam concursos.
"Se, por ventura, houvesse alguma situação em que não fossem cumpridas as regras legais aplicáveis à contratação pública, seguramente que essas empresas não ganhavam trabalho algum", acrescentou.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo ortográfico




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