“Tenha piedade! Não é aqui que eu vou fazer comentários sobre esse episódio lamentável”, disse o primeiro-ministro a propósito das declarações de Manuela Moura Guedes na Comissão de Ética. No fim da visita a Moçambique, José Sócrates manteve-se irredutível e recusou fazer qualquer comentário sobre o caso das escutas.
Durante a manhã o primeiro-ministro visitou a Escola Portuguesa de Moçambique. O primeiro-ministro está de partida para Lisboa, onde deve chegar ao início da noite, a tempo de no sábado presidir à reunião do Conselho de Ministros extraordinário, que discutirá o documento base do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Durante estes três dias de visita a Moçambique, José Sócrates não se cansou de passar a sua mensagem, não se desviando um milímetro para comentar temas da actualidade política portuguesa.
O reforço das relações políticas e económicas entre Portugal e Moçambique e as palavras de confiança sobre novos tempos de maior investimento e mais parcerias entre empresários portugueses e moçambicanos foram a nota dominante e insistente do primeiro-ministro nos discursos que efectuou ao longo da viagem.
Tal como nas visitas anteriores, Sócrates conseguiu manter a tradição e durante a manhã de hoje fez jogging pelas ruas de Maputo. Sábado, estará de volta à realidade portuguesa.
A agenda de Sócrates para sábado e segunda-feira já se encontra preenchida. O Conselho de Ministros extraordinário para a aprovação das linha gerais do PEC está marcado para sábado. Na segunda-feira, inicia-se a maratona de reuniões para a discussão do documento com os partidos políticos e parceiros socais. Às 10h00, o PS, às 11h00, Sócrates recebe o PSD e uma hora depois o PP. Da parte da tarde, as sessões de trabalho têm início às 15h00 com o BE, seguido do PCP, às 16h00, e dos Verdes, às 17h00.
Meia hora depois começam as reuniões com os parceiros sociais, com a UGT em primeiro lugar. Às 18h15 é a vez da CGTP e as reuniões ficam concluídas às 19h00 com as confederações patronais.
O documento fica assim pronto para chegar à Assembleia da República no dia 25 de Março para ser discutido em plenário.
* em Moçambique




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