Imobiliário: saiba quais são as melhores cidades para investir

Publicado em 04 de Março de 2010   
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Lisboa caiu este ano cinco posições no ranking europeu de desenvolvimento imobiliário, ficando em 18º lugar no relatório Emerging Trends, que coloca Munique e Hamburgo como as duas melhores cidades para o investimento imobiliário.

O relatório "Emerging Trends in Real Estate Europe 2010", hoje divulgado, coloca Lisboa em 17º lugar no ranking relativo às perspetivas de desempenho dos investimentos imobiliários e na 21ª posição em relação a propriedades em carteira e novas aquisições.

Com base em entrevistas e inquéritos realizados a cerca de 600 entidades líderes do sector imobiliário na Europa, incluindo investidores, promotores, financiadores e intermediários, a PricewaterhouseCoopers conclui que em termos individuais, Munique e Hamburgo são as líderes do topo do ranking europeu de investimento imobiliário em 2010, posições que já ocupavam em 2009.

Paris surge no terceiro lugar do ranking, acima de Londres, devido especialmente à perceção dos inquiridos de que Paris tem uma grande base económica e é menos dependente do sector dos serviços financeiros do que Londres.

Apontando para o baixo nível de taxa de desocupação em Paris, os inquiridos classificaram positivamente as oportunidades de investimento naquela cidade, bem como as perspetivas de desenvolvimento imobiliário na capital francesa, embora em menor medida neste último caso.

Viena, Milão, Istambul, Berlim, Roma e Frankfurt são as restantes cidades que figuram no TOP 10 do relatório Emerging Trends, que aponta o aumento do interesse dos investidores em mercados de maior dimensão e com maior liquidez como as principais justificações para a descida no ranking da cidade de Lisboa.

A localização, a qualidade de construção e os inquilinos são os principais pontos levados em consideração para o investimento imobiliário, segundo os inquiridos, que escolhem os escritórios no centro da cidade, o sector do retalho e os centros comerciais como as escolas de topo para investimento em 2010.

O relatório revela ainda que, embora se comece a verificar uma maior estabilização dos preços e uma maior abertura no acesso ao crédito, o sector imobiliário europeu tem uma "longa e lenta" recuperação pela frente.

A esmagadora maioria dos inquiridos refere a necessidade de avançar no mercado de forma cautelosa, uma vez que a economia europeia continua frágil devido à elevada taxa de desemprego e ao baixo poder de compra dos consumidores.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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