Ministério: adesão à greve no sector da saúde foi de 20,94%

Publicado em 04 de Março de 2010   
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A adesão à greve da Função Pública registou hoje uma adesão de 20,94 por cento no setor da Saúde, tendo faltado 7648 profissionais dos mais de 36 mil que estavam escalados, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com o mapa de adesão à greve do Ministério da Saúde, disponível no seu sítio na Internet, dos 17 787 funcionários que estavam escalados para o turno das 00:00/10:00, 3734 aderiram à greve.

No turno das 10:00/16:00, estavam escalados 12 337 funcionários, tendo paralisado 2878, referem os dados, acrescentando que houve ainda 1036 funcionários sem escala, de um total de 6400, que aderiram à greve.

De acordo com os mesmos dados, a paralisação não encerrou serviços na tutela do Serviço Nacional de Saúde.

Contactada pela agência Lusa, Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, adiantou que a adesão à greve dos enfermeiros, no turno da manhã, é de 55 por cento.

"Temos alguns hospitais com adesão a 100 por cento e outros com adesão a zero por cento", como foi o caso dos Hospitais de Anadia e Oliveira de Azeméis.

No turno da noite, o Hospital D. Estefânia, em Lisboa, registou uma adesão à greve, por parte dos enfermeiros, de 100 por cento, enquanto no turno da manhã foi de 90,21 por cento.

O Hospital Curry Cabral teve uma adesão à greve de 80,16 por cento, o de Viana do Castelo 77,9 por cento, São José 81,33 por cento, Vila Franca de Xira 97,01, Portimão 80,61 por cento e Faro 78,88 por cento.

Para Guadalupe Simões, "a greve está a corresponder às expetativas na medida em que os enfermeiros também estão envolvidos num processo de luta".

Segundo a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, a greve está a ter uma adesão global que ronda os 80 por cento, com a paralisação de mais de 300 mil trabalhadores.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.

 Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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