Câmara de Lisboa

PSD diz que há condições "difíceis" para viabilização do orçamento municipal

Publicado em 03 de Março de 2010   
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O líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal criticou hoje a "sobranceria" do executivo socialista na Câmara de Lisboa, reconhecendo que "à partida os sinais são negativos" para uma eventual viabilização pelos sociais democratas do plano e orçamento.

O plano e orçamento para 2010, de 657 milhões de euros, foi hoje aprovado em Câmara com os votos contra de PSD, PCP e CDS-PP, indiciando um chumbo na Assembleia Municipal, onde os partidos da oposição estão em maioria.

"Neste momento as coisas estão difíceis", afirmou o líder do PSD na Assembleia, António Prôa, para quem "à partida os sinais são negativos" para a viabilização do orçamento.

"Não é nosso objetivo criar uma situação insustentável para a cidade, mas também não estamos disponíveis para aprovar o que quer que seja", argumentou.

Segundo António Prôa, o orçamento "não dá nenhum sinal de esforço para a redução estrutural de despesas da Câmara" e "não inclui nenhum esforço para encontrar outros financiamentos".

"Era necessário emagrecer a despesa da Câmara", afirmou.

De acordo com o líder da bancada social democrata, a autarquia não deu sinais de abertura ao diálogo, mas, pelo contrário, mostrou "sobranceria" ao enviar pouca documentação aos deputados, informação que, afirma, "não correspondia ao que a lei estabelece" no estatuto das oposições.

"A Câmara começou mal este processo, deu sinais de não querer contar muito com a Assembleia Municipal e, por isso, vemos com alguma apreensão o desfecho final deste orçamento", afirmou.

"Não vamos aprovar um mau documento para a cidade", concluiu António Prôa, sublinhando que a iniciativa "está do lado da Câmara".

O líder da bancada social democrata ressalvou, contudo, que o orçamento ainda não foi discutido nem pela Assembleia nem pelo grupo municipal do PSD.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***

 



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