A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, criticou hoje as ações do governo venezuelano contra a liberdade e a democracia e aconselhou o presidente Hugo Chávez a "olhar para o Sul".
"Gostaríamos que a Venezuela pudesse olhar para o seu Sul e tomasse como exemplos o Brasil e o Chile", afirmou a representante dos Estados Unidos, durante uma conferência de imprensa em Brasília.
Clinton disse que Chávez está a "minar as liberdades do povo venezuelano" e destacou a necessidade de "restaurar a democracia e restabelecer a economia de mercado" na Venezuela.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse "não concordar necessariamente" com a avaliação da secretária de Estado dos EUA, mas destacou a importância da integração sul-americana.
"Por isso convidamos a Venezuela a integrar o Mercosul. Será positivo em todos os sentidos", assinalou Amorim.
Questionado sobre se a situação das Honduras foi discutida durante o encontro com Clinton, Amorim reforçou que o Brasil está a operar "com factos e com o tempo".
"Países que tiveram o trauma de viver uma ditadura não podem tomar essas coisas [o golpe de Estado contra o então presidente Manuel Zelaya] levemente. Isso não é coisa que facilmente seja absorvida. Temos que operar com factos e com o tempo", sublinhou.
Para Amorim, seria de "grande valor simbólico" se o governo hondurenho de Porfírio Lobo, eleito no final de novembro, permitisse o regresso de Zelaya ao país.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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