Mário Lino: "Se custa 920 ou 850 milhões não sei"

por Liliana Valente, Publicado em 03 de Março de 2010   
PSD põe em causa custo total do Magalhães
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As contas são de multiplicar. "Se foram distribuídos 800 mil computadores do programa e-escola a 540 euros por computador mais 400 mil Magalhães a 213 euros cada um, isto dá um total de 515 milhões de euros, muito longe dos 920 milhões que disse aqui ter custado o programa", questionou o deputado do PSD Jorge Costa, na Comissão Eventual de Inquérito ao funcionamento da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM).

Mário Lino está a ser ouvido na comissão e disse no início que os programas de distribuição de computadores aos alunos do ensino básico e secundário tinham custado "920 milhões de euros", contas diferentes das apresentadas ontem pelo presidente da FCM, Mário Franco que disse que os programas custaram 854 milhões de euros.

 Quando confrontado pelo deputado social-democrata sobre a diferença entre os custos dos computadores e os valores que tinha referido, Mário Lino disse: " se são 920 milhões ou 850 milhões não sei. Os custos não são só o preço do computador mas também a logística de levar o computador a casa mais a reparação em caso de avaria" e acrescentou ainda que o valor total incluia ainda as "ligações à internet." Levando a questão para o lado político, Mário Lino ainda ironizou com o deputado Jorge Costa que foi secretário de Estado das Obras Públicas: "aposto consigo que não fazia um programa mais barato. Aliás não fazia tal como não fez!"

As dúvidas relativamente ao custo dos programas estão a dominar a segunda ronda de questões ao antigo ministro das Obras Públicas e Comunicações na Comissão de inquérito que começou às 15horas.



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