Sindicatos esperam forte adesão à greve

Publicado em 03 de Março de 2010   
Opções
a- / a+

Os sindicatos que representam os funcionários públicos disseram hoje esperar uma forte adesão à greve de quinta feira que faça o Governo retroceder nas propostas que tem em cima da mesa.

"As greves devem servir para pensar o que é que leva os trabalhadores a perder um dia de salário para poder lutar pelos seus direitos", frisou Ana Avoila, da Frente Comum (afeta à CGTP) no final de uma reunião negocial com o secretário de Estado da Administração Pública.

Para a sindicalista, os trabalhadores estão numa situação "bastante grave".

"Estão a ser penalizados mais um ano e nós temos condições de mobilizar os trabalhadores no sentido de fazer uma grande greve e tentar fazer o governo retroceder nas propostas que tem em cima da mesa", disse.

Nobre dos Santos, da FESAP (UGT), por sua vez, lamentou mais uma vez a "intransigência total" do Governo relativamente ao congelamento dos salários previsto para este ano, mas aguardará para "ver qual é a resposta que o Governo vai consignar em função da greve que houver".

"Os trabalhadores vão perder um dia de trabalho e por isso vão exigir que esse dia de trabalho seja rentabilizado da melhor maneira. O esforço dos trabalhadores e dos sindicatos é que a greve seja um sucesso", frisou.

Para Bettencourt Picanço, do STE - cuja reunião negocial foi adiada para sexta feira - a greve deverá ter "uma boa adesão" para fazer o Governo mudar de políticas.

"O que esperamos é que o Governo pare com este ataque sistemático aos trabalhadores da Administração Pública como se eles fossem culpados por algum pecado original que não conseguem vislumbrar", disse o sindicalista que se deslocou ao Ministério das Finanças.

À margem das reuniões, o secretário de Estado, Gonçalo Castilho dos Santos, insistiu que o Governo não tem margem para realizar aumentos salariais e lamentou que a greve aconteça durante um processo negocial.

"Existem matérias de extrema importância e que envolvem milhares e milhares de euros que o Governo quer negociar".

Neste sentido, a tutela acordou hoje com a FESAP realizar um inventário exaustivo em cada ministério sobre a aplicação do sistema de avaliação (SIADAP).

"O governo está disposto a negociar para aperfeiçoar e não para fazer tábua rasa daquilo que foi a reforma da legislatura anterior", disse.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.

Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1 por cento.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close