O secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, garantiu hoje que o Governo não se sente pressionado com a greve de quinta feira, lamentando, contudo, que o protesto aconteça "a meio de um processo negocial".
"[O Governo] lamenta que apesar de a greve ser o exercício de um direito constitucional se marque uma greve a meio de um processo negocial, com matérias muito importantes por discutir", disse o governante, acrescentando que existem "pelo menos mais três reuniões".
Gonçalo Castilho dos Santos falava hoje à margem de mais uma ronda negocial com as estruturas sindicais da Função Pública (FESAP, STE e Frente Comum), na véspera da greve do sector.
O secretário de Estado apelou, no entanto, ao "sentido de responsabilidade" dos trabalhadores", no sentido de serem assegurados os serviços mínimos nos vários sectores".
Sobre o congelamento salarial, uma das principais bandeiras dos sindicatos para a realização da greve, Castilho dos Santos insistiu que "não há margem orçamental" para fazer aumentos salariais.
"O Governo considera que o interesse geral não pode ser sacrificado em nome do interesse particular", frisou.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.
Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.
A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1 por cento.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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