As aventuras de Alice no País das Maravilhas, inventadas há mais de um século pelo matemático britânico Lewis Carroll, estão por estes dias nos escaparates e a culpa é de Tim Burton.
Por conta da estreia, na quinta feira, do filme "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton, as histórias que Lewis Carroll publicou em 1865 foram agora reeditadas em Portugal e são várias as traduções e os formatos escolhidos.
Desde os anos 1950 foi publicada mais de uma dezena de traduções diferentes dos textos de Lewis Carroll por outras tantas editoras, muitas delas com as mesmas ilustrações de John Tenniel.
A Europa-América e a Presença acabam de reeditar as suas traduções de "Alice no País das Maravilhas" e "Alice do outro lado do espelho", duas obras intemporais, que sobreviveram a quase século e meio, desde que foram publicadas.
A D. Quixote publicou a história do argumento de Linda Wooverton para o filme de Tim Burton, que tem alterações em relação ao texto e ao universo inventado por Lewis Carroll.
A ficção do escritor britânico está longe de ser apenas um livro para o público mais jovem, mas somam-se várias edições para essa faixa etária, com Alice a ganhar novas feições, como a que foi ilustrada em finais dos anos 1990 por Teresa Lima, Prémio Nacional de Ilustração.
A esta juntam-se, por exemplo, a adaptação de Robert Sabuda com imagens tridimensionais, o chamado "pop up", pela Afrontamento, em 2004, a da ilustradora Lisbeth Zwerger, editada pela Ambar em 2001, e a recente edição de Zdenko Basic, pela Arte Plural.
"Alice no País das Maravilhas" é uma das histórias que sofreu mais adaptações e que mais influenciou ao longo do século XX, pelo universo do absurdo, pelas personagens fantásticas e irreais, pelas múltiplas interpretações para adultos e crianças.
Tudo partiu da imaginação de um matemático que, num piquenique em 1862, contou uma história de aventuras a uma menina chamada Alice Liddell, de dez anos, filha de um vizinho.
Na altura, Lewis Carroll, pseudónimo de Charles Dogson, publicou o clássico "Alice no País das Maravilhas", do qual, algum tempo depois, escreveria uma sequela, "Alice do outro lado do espelho".
Para quem gosta de escutar uma boa história, à semelhança do que fez Alice Liddell, a editora 101 Noites lança na próxima semana o audiolivro "Alice no País das Maravilhas", com leitura de Mafalda Lopes da Costa.
A edição terá ainda um guia com as histórias por detrás das principais personagens criadas por Lewis Carroll, do Chapeleiro Louco à louca Rainha de Copas, do gato de Cheschire a Humpty Dumpty.
A todas estas edições junta-se agora a versão de Tim Burton, num universo mais negro, visualmente grotesco e a três dimensões, a partir de quinta feira nos cinemas.
+++ Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico +++




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