Um dos mais influentes artistas plásticos chineses, Ai Weiwei, processou o governo por falta de transparência acerca do sismo de 2008 na província de Sichuan, revelou hoje a imprensa oficial.
Numa queixa apresentada esta semana ao Tribunal Intermédio nº2 de Pequim, Ai Weiwei acusou o Ministério chinês dos Assuntos Civis de não cumprir “as regras de transparência administrativa” consagradas na lei, disse o jornal Global Times.
Em 27 de novembro passado, Ai Weiwei pediu àquele ministério informações sobre o inquérito oficial acerca do sismo e um detalhado relato dos fundos e outros bens posteriormente doados para ajudar a população afetada.
De acordo com a lei, o Ministério deveria ter respondido até 22 de dezembro, mas apesar da insistência de Ai Weiwei, até segunda-feira passada ainda não o tinha feito, o que, segundo o artista, constitui “uma violação dos seus direitos civis”, disse também o Global Times.
O sismo de Sichuan, de magnitude 8 na escala de Richter, causou cerca de 69 000 mortos e mais de quatro milhões de desalojados, no dia 12 de maio de 2008.
Fonte judicial confirmou a apresentação da queixa de Ai Weirwei, mas disse que o tribunal dispõe de uma semana para decidir se a aceita ou não, adiantou o jornal.
Ai Weiwei, 53 anos, colaborou com o atelier dos suiços Herzog & de Meuron no desenho do Estádio Olímpico de Pequim, um dos novos ícones arquitetónicos da cidade.
Viveu doze anos em Nova Iorque, até 1993, e, além de arquiteto, é um ativo comentador social.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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